VIZUALIZAÇÕES
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
"Eis que Faço Novas Todas as Coisas" (Apocalipse 21, 5)
"Ao primeiro Adão foi dito: “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto”. Mas eis que o segundo Adão, no Monte das Oliveiras, suou gotas de sangue que caíram sobre a terra. Com o seu próprio suor, o Novo Adão lava a maldição da terra e cura a sentença do primeiro Adão, a fim de devolver ao homem o Paraíso que ele havia perdido."
(Santo Agostinho, Enarrationes in Psalmos / Exposições sobre os Salmos, Salmo 140, 18)
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Tem algum exegeta que vê alguma relação entre esse 666 de apocalipse e 666 de peso de ouro de Salomão?
Vários exegetas importantes conectam diretamente o 666 de Apocalipse 13, 18 aos 666 talentos de ouro recebidos anualmente pelo rei Salomão em 1 Reis 10, 14 e 2 Crônicas 9, 13.
Esses teólogos sustentam que o número não é um código alfanumérico moderno ou uma cifra secreta exclusiva sobre o nome de alguém, mas uma alusão ao Antigo Testamento.
Exegetas que defendem essa tese:
* Austin Farrer (A Rebirth of Images, 1949): Teólogo britânico e um dos pioneiros dessa leitura. Ele argumenta que o autor do Apocalipse usou a história de Salomão como uma fonte tipológica para suas visões. Salomão é um "tipo" de Cristo (o rei sábio e construtor do templo), mas Salomão também se tornou um "tipo" de Anticristo ao apostatar.
* G. K. Beale (The Book of Revelation, 1999): Um dos maiores exegetas protestantes contemporâneos do Apocalipse. Beale argumenta que a menção aos 666 talentos de ouro de Salomão estava claramente no campo de referência de João.
Outros acadêmicos contemporâneos: Estudos na revista New Testament Studies (como os publicados pela Cambridge University Press) reforçaram que o 666 funciona como uma crítica a megalomania econômica e à corrupção teocrática.
A lógica dessa interpretação baseia-se na narrativa da queda de Salomão nos livros de Reis e no cumprimento das proibições de Deuteronômio:
A norma para os reis (Deuteronômio 17, 16-17): A Lei mosaica proibia expressamente que o rei de Israel acumulasse 3 coisas: muitos cavalos (poder militar), muitas mulheres (alianças pagãs) e muito ouro/prata (ganância e auto engrandecimento).
A virada em 1 Reis 10-11: A menção de que Salomão recolhia exatamente 666 talentos de ouro por ano marca o momento exato em que o relato bíblico passa da glória e sabedoria de Salomão para a sua queda. Imediatamente após essa passagem, o texto descreve Salomão acumulando cavalos do Egito, casando-se com centenas de mulheres pagãs e erguendo altares a deuses falsos.
O símbolo do 666 no Apocalipse: NESSA exegese, o 666 simboliza a corrupção do poder e da riqueza espiritual. Representa um sistema que começou com boa reputação ou banalização divina, mas se perverteu pela ganancia econômica, exploração, idolatria e abuso de poder imperial.
Em Apocalipse 13:16-17, o texto menciona que a besta controla o comércio, as finanças, a compra e a venda.
Para esses exegetas, o 666 não é apenas um nome próprio disfarçado por gematria (um sistema judaico de relacionar números e letras), mas uma advertência ética e teológica sobre o perigo do ouro, do materialismo e da idolatria do Estado, tomando a maior ruína financeira e espiritual da história de Israel (Salomão) como o modelo arquétipo da "Besta".
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Fim dos Tempos / Parusia
AGI (Artificial General Intelligence); talvez esse seja o verdadeiro sentido de não fazer imagens (e nisso católicos e protestantes erraram igualmente): não alimentar a AGI. Imagine um mundo sem fotos, vídeos, imaginou? Então, nesse mundo não seria possível criar uma super inteligência artificial, um "olho que tudo vê", uma "deus" moldado a nossa imagem e semelhança, uma "imagem da fera" (imagem virtual do império romano moderno a ser governado pelo Anticristo).
Nesse momento alguém poderia dizer: "Ah, mas os descrentes a alimentariam com fotos e videos...." e a resposta é: "Mas os cristãos não estariam lá, no mundo virtual criado; a I.A. teria apenas informações distorcidas; nesse cenário ideal seria mais fácil fugirmos da imagem da fera que assinará todos os que se recusarem prostrar-se diante dela (cf. Apocalipse 13, 15)
Antes da volta de Nosso Senhor, os anjos atarão o joio em feixes (cf. Mateus 13, 30), esse feixe é o chip, a marca na mão e na fronte; quem não cultivar o amor a verdade, vai ceder para continuar no sistema e será, por sua decisão, separado do trigo.
Depois dessa distinção, "depois do trigo ter terminado integralmente o seu testemunho, a Fera que sobe do abismo lhes fará guerra, os vencerá e os matará." (cf. Apocalipse 11, 7) Aí virá a ressurreição dos justos e o arrebatamento: "Depois de três dias e meio (depois que a Fera os matou), um sopro de vida, vindo de Deus, os penetrou. Puseram-se de pé e grande terror caiu sobre aqueles (pagãos) que os viam. Ouviram uma forte voz do céu que dizia: Subi aqui! Subiram então para o céu numa nuvem. (Apocalipse 11, 11-12)
"Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (I Coríntios 15, 52)
"Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão PRIMEIRO.
Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor." (I Tessalonicenses 4, 16-17)
O arrebatamento NÃO acontecerá ANTES da ressurreição: "Eis o que vos declaramos, conforme a palavra do Senhor: por ocasião da vinda do Senhor, nós que ficamos ainda vivos não precederemos os mortos." (I Tessalonicenses 4, 15) e a ressurreição dos justos não acontecerá antes da perseguição física dos cristãos, e esta perseguição não ocorrerá antes da decisão de colocar ou não o sinal da fera, na fronte e na mão direita.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
13 de outubro de 1884
Foi numa manhã que o Pontífice Leão XIII após ter celebrado uma Santa Missa e participando de uma outra em ação de graças, assim como já era de seu costume.
Quem acompanhava aquela celebração pode ver que de repente Leão XIII virou – se para o celebrante da Santa Eucaristia e fixou os seus olhos acima da cabeça do mesmo. Ficou como que imóvel, seus olhos não piscavam, e ao mesmo tempo em seu rosto via – se uma expressão de terror e admiração. Algo lhe tinha acontecido!
O que teria feito o Santo Padre parar daquela maneira imóvel?!
Após um breve tempo Leão XIII voltou – se a si e rapidamente se levantando foi ao seu escritório particular.
Aqueles que lhe eram mais próximos e antes do Santo Padre entrar em seu escritório perguntaram se ele estava precisando de algo, ou se alguma coisa estava acontecendo: “Nada, nada”, responde o Santo Padre, e adentra o seu escritório.
Após meia hora o Santo Padre pede para que lhe chamem o Secretário da Congregação de Ritos, lhe entrega uma folha e pede para que seja entregue a todos os Ordinários do mundo!
O que de fato continha naquele escrito?
Era a oração que rezávamos no final da missa, com uma súplica a Virgem Maria e a Invocação ao Arcanjo Miguel, na qual implorava a Deus que precipite Satanás ao inferno. Na mesma carta ordenava – se igualmente que estas orações fossem rezadas de joelhos.
Em 1946, em Bolonha; o Cardeal Natalli Rocca no período da Quaresma pode testemunhar:
“Foi mesmo Leão XIII quem redigiu esta oração. A frase “Satanás e os outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder das almas” tem uma explicação histórica que o seu secretário particular Monsenhor Rinaldo Angeli, nos contou várias vezes: “Leão XIII teve verdadeiramente a visão de espíritos infernais que se adensavam sobre a cidade eterna de Roma.”
Foi da experiência desta visão do Santo Padre que nasceu então a oração:
“São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, sede nosso auxilio contra a malícia e as ciladas do demônio. Exerça Deus sobre ele império, como instantemente vos pedimos, e Vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no Inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas”.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Nosso Senhor era Melancólico Terra
Nosso Senhor não dava respostas imediatas, logo não era colérico.
Não era lento como Abraão, portanto não era fleumático.
Não era leve o tempo todo, então não podia ser sanguíneo.
Nosso Senhor era naturalmente profundo e atento aos detalhes da natureza.
Nas parábolas, colocava riquezas profundas extraídas do cotidiano.
Ele viu a viúva que depositou tudo o que tinha para viver no cofre do Templo.
Ele seguiu à risca a vontade do Pai no episódio da cananeia, para quem disse que não ficaria bem dar o pão dos filhos aos cachorrinhos, mas depois se comoveu — porque era um melancólico maduro.
Ele demorava certo tempo para se irritar e “explodir”: demorou para chamar os discípulos de lentos e tardos de inteligência; demorou para repreender os fariseus como filhos do demônio e do inferno; e, quando chorou sobre Jerusalém, voltou para Betânia e, premeditadamente, trançou um chicote durante a madrugada para, no dia seguinte, expulsar os vendilhões do Templo. Aquela explosão de ira santa não foi intempestiva.
Porém, quando estava à vontade com os seus amigos, era tranquilo, leve e feliz.
Portanto, sim: Nosso Senhor era um melancólico maduro diante do mundo (fiel a Deus e comprometido com a sua missão), mas, entre os seus, era simples como as pombas, evidenciando o lado criativo e alegre próprio dos sanguíneos. Nosso Senhor era melancólico-terra.
quinta-feira, 26 de março de 2026
Dias Santos
É pecado grave faltar a missa (sem motivo justo) no dias de festas de guarda: no Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo (25/12), no dia da Epifania (dois domingos após o Natal), no dia da Ascensão (o domingo seguinte aos 40 dias de páscoa), no dia de Corpus Christi (a quinta-feira seguinte aos dois domingos seguintes à ascensão do Senhor), no dia da de Santa Maria Mãe de Deus (01/01), no dia de sua Imaculada Conceição (08/12), no dia da Assunção de Nossa Senhora (15/08), no dia de São José (19/03), no dia dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (29/06), e no dia de Todos os Santos (01/11). (parágrafo 2177);
sábado, 14 de março de 2026
Na Plenitude dos tempos...
O Verbo de Deus "demorou" para vir ao mundo, encarnar-se e se tornar um de nós - embora o plano de salvação já estivesse traçado antes da fundação do mundo (cf. 1ª Pedro 1, 19) porque, não podendo o Filho se prevalecer da igualdade com Deus, para vencer na cruz e cancelar o decreto "se comeres do fruto do conhecimento do bem e do mal, morrerás", cravando-o na cruz; para ter força para conseguir vencer no calvário, Ele necessitava do alimento da Palavra de Deus, necessitava das profecias, dos salmos, das histórias de salvação registradas na Sagrada Escritura, e tudo isso leva um tempo, uma maturação, um período para chegar à plenitude.
Jesus, ele que é o Verbo de Deus, veio destruir a nossa condenação através da destruição de si na crucificação, substituindo o desligamento causado pelo pecado por uma religação (eis a origem da palavra religião): Sim, Jesus veio ao mundo instituir a verdadeira religião!
Ao entregar seu Espírito ao Pai, o Pai o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra." (Filipenses 2, 9-10). Ao entregar seu Espírito ao Pai, o Pai passou a conceder o Espírito Santo sem medidas a todos os que creem no nome do Seu Filho!
É necessário crer na verdade para ser salvo, pois Deus não nos criou como algoritmos sem capacidade de decisão, Deus não nos criou como animais que apenas buscam o prazer e fogem da dor. O objetivo maior aqui na Terra não é que tenhamos uma vida melhor, mas que sejamos santos, nos santifiquemos por fé, esperança e amor. O Senhor deseja nos purificar da mentira, pois a mentira é o motivo de estarmos presos neste vale de lágrimas.
Sem encarar a verdade não há libertação; sem vivê-la não há salvação.
Jesus disse: "O pecado consiste em não crer em mim." (João 16, 9). A salvação do Reino da morte é condicionada a abraçarmos a verdade, mesmo quando esta não é compreensível ao nosso limitado conhecimento, lembrando que a nossa cabeça não é maior que uma bola de basquete, mas a mente do Autor e mantenedor da vida é maior do que o planeta Terra, maior do que a nossa galáxia, maior do que o Universo!
O sentido da vida humana é participar da vida divina, "o Filho de Deus se fez homem para nos fazer deuses." (Santo Atanásio); "o Filho Unigênito de Deus, querendo-nos participante de sua divindade, assumiu a nossa natureza para que aquele que se fez homem, dos homens fizesse deuses." (São Tomás de Aquino); "o que Deus pretende é fazer-nos deuses por participação, sendo-o ele por natureza, como o fogo que converte tudo em fogo." (São João da Cruz).
Nascemos para ser "deuses com ´d´ minúsculo", não para sermos "iguais a Deus", não para que estejamos "no mesmo nível que Deus"(cf. Catecismo da Igreja Católica, 398), pois a paz carece de ordem.
O Senhor permitiu a provação no Éden não para o seu prazer, como se fossemos apenas "bonecos de teste", mas porque "ser provado" é uma consequência do propósito grande de Deus para nossas vidas. Para ter a comunhão com Ele, ou seja, nos tornarmos deuses por participação no amor, é necessário reconhecer que Ele é a fonte de todo bem, e é preciso obedecê-LO, mesmo quando não compreendemos a Sua vontade totalmente; é imprescindível reconhecer que a palavra divina é quem manda, que Jesus é o Senhor do Universo!
Não foi Deus quem criou o mal; o mal é a ausência do bem. Ser tentado, escolher entre obedecer ou desobedecer não é um problema, optar é inseparável à natureza de que somos feitos.
Para termos o gesto heróico de nos decidir pela fidelidade a Deus, necessitávamos da chance de o fazer; só se pode escolher quando se tem duas ou mais opções. O mal, a ausência do bem, é a única opção fora dele. Deus é luz e nEle não há treva alguma. (cf. 1ª João 1, 5)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Diga-me O QUE amas e eu te direi quem és
A humildade é a verdade. Amigos que não amam a verdade, não servem para mim. A verdade às vezes dói, mas cura, sempre cura.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
O Amor Verdadeiro é Jesus
Amar não é apenas dar a vida. "Mas, dar a vida, não é dar tudo?" Amar é dar a vida por obediência a Deus. Também o amor precisa de hierarquia.
Quando Eva caiu, Adão talvez pensou "Eu não vou conseguir viver sem ela; ela é parte de mim, ossos dos meus ossos, carne da minha carne; ela é tudo pra mim." e desobedecendo a Deus entrou no reino da morte dando a vida por sua mulher; os efeitos dessa decisão, vemos até hoje...
Quando a humanidade caiu, justamente através do pecado de Adão e Eva, Jesus que se enamorou de nós em sua misericórdia, talvez disse ao Pai: "Eles erraram Pai... Somos a verdade em pessoas, em três pessoas, não podemos desdizer o que dissemos, mas vejo nos olhos do Senhor uma profunda dor: o engano nos roubou aqueles que criamos à nossa imagem e semelhança. Sei que o único jeito de apagar essa desobediência registrada no livro da vida é "me apagando" na realidade deles, eu, que sou a letra divina, o "logus" eterno, "então eu digo: eis que venho, com prazer, faço vossa vontade, meu Deus." (cf. Salmo 39(40), 8-9) pois do que adianta esse universo inteiro se vejo a tristeza nos olhos do Senhor?"
E Jesus voluntariamente se fez carne, habitou entre nós, adentrou o reino da morte e fez novas todas as coisas na ressurreição, sempre em obediência, amando o Pai acima de tudo.
Adão, morreu amando a sua mulher como a si mesmo acima de tudo, inclusive acima da obediência à Deus; isso não foi amor; o Amor verdadeiro é aquele que obedece; o amar verdadeiro é amar como Jesus amou:
"O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai." (João 10, 17-18)
"Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei; assim também vós deveis amar-vos uns aos outros." (cf. João 13, 34)
domingo, 11 de janeiro de 2026
Homossexualidade não é brincadeira
Uma coisa precisa ser divulgada: a homossexualidade geralmente está ligada a rejeição, a negação, da figura paterna. Quanto mais as pessoas se curarem nesse sentido, mais fácil será viver a sua sexualidade.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
domingo, 21 de dezembro de 2025
“Não chame de ‘bênção’ o que você precisou pecar para possuir.” (@abraajaula)
“Não chame de ‘bênção’ o que você precisou pecar para possuir.” (@abraajaula)
Essa frase me faz lembrar de duas pessoas: Judas e Zaqueu.
Judas, em atitude rebelde e presunçosa, pretendia obter a libertação de Israel 🇮🇱 entregando sangue inocente (e depois chamaria de bênção aquilo que precisou pecar para conseguir).
Zaqueu, ao receber Jesus — a salvação em pessoa — em sua casa, assumiu uma atitude humilde e prometeu dar metade de seus bens aos pobres e, se houvesse defraudado alguém, comprometeu-se a restituir o quádruplo.
De fato, a porta estreita pela qual entramos no Céu é a humildade. E, como disse Santa Teresa d’Ávila: “A humildade é a verdade”, o que condiz com o discurso de Nosso Senhor: “Eu sou a porta.” (Jo 10,9) / “Eu sou a verdade.” (Jo 14,6).
No fundo, não somos muito melhores do que Judas, nem do que os cobradores de impostos do tempo de Jesus, nem mesmo do que os dois ladrões crucificados ao lado do Senhor.
Infelizmente, podemos ser ladrões da graça de Deus que, em vez de retribuí-la com sacrifícios de louvor, gastamo-la em diversos pecados. A diferença entre a salvação e a perdição total é que os que se perdem não têm a humildade de reconhecerem-se pecadores.
Ao contrário de aliviar o sofrimento do Senhor, que é crucificado de novo ao ver as más escolhas dos homens (conforme Hebreus 6, 6),os maus agravam ainda mais a dor de Jesus quando dizem: “Se és o Filho de Deus, desce da cruz e salva a ti mesmo e a nós.”
Enquanto isso, o bom ladrão se salva porque é humilde; porque, mesmo criminoso, ama, admira e adora a verdade e, por isso, a reconhece quando está diante dela. Este corrige o ingrato e diz:
“Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Para nós, isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes; mas este não fez mal algum.” E acrescenta: “Jesus, lembra-te de mim quando tiveres entrado no teu Reino!”
Nosso Senhor, que horas antes dissera a Pilatos: “Todo o que é da verdade ouve a minha voz”, responde aos Dimas de todos os tempos:
“Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.”
Todas as vezes que humildemente dizemos: “Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, tem piedade de mim, pecador”, saímos das trevas e adentramos na luz.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
"A humildade é a verdade." (Santa Teresa D'Avila)
"Quem não se procura, se acha; diga 'Não sei' e ganhe uma aula de graça." (Alberto Cunha Melo)
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
A Seriedade e a Beleza de um Compromisso para a Vida Toda
O matrimônio é um compromisso perene (até que a morte os separe) em vista de algo ainda mais perene: as almas dos filhos, pois elas continua na eternidade...
sábado, 6 de dezembro de 2025
O Consagrado a Nossa Senhora pode rezar pelos outros mas não pode dispor de nenhum mérito para eles
"Segundo, esta prática não impede que rezemos pelos outros, vivos ou mortos, se bem que a aplicação de nossas boas obras dependa da vontade da Santissima Virgem; e, bem ao contrário, esta circunstância nos levará a rezar com muito mais confiança, do mesmo modo que uma pessoa rica, que tivesse doado a um grande príncipe todos os seus bens, rogaria com redobrada confiança a esse príncipe que beneficiasse a algum amigo necessitado. Seria até causar prazer a esse príncipe dar-lhe ocasião de demonstrar seu reconhecimento a uma pessoa que de tudo se tivesse despojado para engrandecê-lo, que se tivesse reduzido a completa pobreza para honrá-lo."
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Condição Necessária: no essencial, amar as mesmas coisas e rejeitar as mesmas causas
A frase "sou esforçado" parece que não combina com a frase "não gosto de estudar".
Honestamente penso um seguinte: se for para ter um amigo preguiçoso e resistente, é melhor não ter esse amigo. Se for para ter um amigo que tenha preguiça de me entender, é melhor não ter esse amigo.
Se conquistar a amizade de uma pessoa for um trabalho todo dia e a pessoa não quiser se dar ao trabalho de ganhar a minha amizade também, eu tenho mais um problema do que uma melhoria na minha vida.
Então é isso. Eu quero o alto, quero o melhor e mais sublime aqui e na vida eterna. Se a pessoa não tem a mesma sede de excelência que eu, pode ser meu colega, alguém por quem torço para que dê certo, mas não meu amigo. Quem quer um amigo básico, com certeza não quer ser meu amigo, porque eu não escolho ser comum. Eu escolho ser santo, e como Jesus, tenho o direito de escolher as pessoas mais próximas que quero que estejam comigo nos momentos mais difíceis ou mais felizes.
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