O plano de Deus é tão grande, tão imenso que, se Ele o revelasse de uma vez ao homem marcado pelo pecado, o homem piraria, enlouqueceria.
Às vezes vemos exemplos disso dentro da própria Igreja: o "choque térmico" entre o ambiente mundano que a pessoa vivia e a realidade sublime do amor de Deus provoca um ímpeto tão forte que as pessoas ficam como os insetos à noite: correm desesperados para a lâmpada, se queimam e ficam cegos!
Por isso o processo da revelação divina é paulatino.
De fato, pensar que Deus (o Deus Pai criador de todas as coisas) enviou o seu próprio Filho, Filho por natureza, para se encarnar em um corpo humano, limitado, viver entre nós, ser crucificado, vencer a morte, dar a sua carne para que nós, no decorrer do tempo, nos alimentasse do seu corpo e do seu sangue e que assim, enxertados fisicamente na natureza divina, ressuscitássemos no fim dos tempos e vivêssemos eternamente ao seu lado, de fato, é uma verdade muito forte que, se administrada de uma fez, faz a natureza humana perder o juízo...
Por isso, que o processo demorou milhares de anos, desde a queda de Adão até o sim de Maria!
Diante da nossa fragilidade, Deus exerce uma de suas características que também temos em menor grau: o mistério!
Ainda que a pessoa diga tudo o que sabe sobre si, tudo o que pensa sobre o mundo, faça de sua vida um livro aberto, ainda sim haverá coisas que não será possível traduzir em palavras;
O mistério é intrínseco ao amor!
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